O Haiti e a Universidade
Equipe do projeto Brasil-Haiti

 

O sistema universitário brasileiro, assim como o de muitos países, não demonstrou ao longo da história, atenção e interesse em aproximar-se, por exemplo, através de pesquisas, da realidade haitiana. Nesse sentido, este país não é problematizado através de estudos sistemáticos. Em parte, este vácuo acadêmico deve-se à ausência de informações acuradas sobre o Haiti, impedindo a elaboração de estudos sistemáticos e científicos sobre uma realidade intrincada, complexa, sofisticada e, certamente, difícil sob o ângulo sócio-econômico.

Diante disso, verifica-se que a Universidade, vista como um todo, não vem cumprindo o seu papel de local privilegiado para a produção e disseminação do conhecimento. Nesse viés, é preciso resgatar a sua função de espaço para a expressão do interesse por todas as temáticas referentes à realidade humana.

A Universidade, sobretudo aquela situada nos países latino-americanos, em específico no Brasil, deve reagir em face desse contexto, contrapondo-se ao longo histórico de apatia frente às questões continentais que compartilha com os demais setores do Estado e da sociedade. Ou seja, é imperioso que a Universidade concretize sua responsabilidade científica e social em formar a inteligência necessária a promover ações transformadoras da realidade brasileira e dos demais países em desenvolvimento, bem como daquela dos países menos avançados, tais como o Haiti.

Para tanto, é preciso incrementar e produzir o conhecimento, assim como difundi-lo. Nessa trilha, o resgate da responsabilidade científica e social da comunidade acadêmica é o que o projeto Brasil-Haiti visa a realizar, a partir da colheita, sistematização, tratamento e divulgação de dados e informações referentes à problemática haitiana.

 
 
 
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